Vida em Reflexão

No pulsar do coração... No limiar da emoção... No ressoar do pensamento... Viver o momento... Na dúvida o que fazer, dizer o que? No que crer... como pensar... decidir pelo quê? Seja bem-vindo ao Vida em Reflexão.

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29.05.08

Como amar além dos sentimentos?


“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua,
mas de fato e de verdade.” 1 Jo 3.18



Nada nos leva mais próximos de Deus quando manifestamos nosso amor ao próximo. Mas, apesar de ser assunto corriqueiro nas rodas sociais, temática principal de filmes e músicas, as pessoas, de modo geral, não compreendem ou não vivem as implicações de amar alguém.
Amar é mais do que um sentimento. É uma decisão. É olhar menos para si e mais para outro. O amor é sacrificial, basta olhar o cuidado de uma mãe com o filho, que noites sem fim se levanta para dar sustento, afeto e proteção.


O amor vai muito além do sentimento, porque Jesus nos ordenou: “amai os vossos inimigos” (Mt 5.44). O Mestre dos relacionamentos não estava ordenando gostar dos nossos inimigos, mas sim, ter um comportamento misericordioso por aqueles que nos perseguem: “se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber” (Pv25.21 e Rm 12.20). Note que a necessidade deve estar acima dos nossos desejos, ainda que se trate de alguém que nos aborrece profundamente. A necessidade do outro deve suplantar nossa disposição, pois o amor é serviçal.


É verdade que muitas vezes não temos controle sobre nossas emoções. Alguém certa ocasião já disse: “sentimentos variam de acordo com que aconteceu na véspera”. Muitos dos nossos sentimentos são transitórios e voláteis, porém, podemos controlar nosso comportamento em relação ao outro. Quantas vezes estamos chateados conosco mas nem por isso deixamos de nos cuidar? O mesmo pode ser feito em relação ao próximo, por isso, o amor é uma decisão.


O amor é compromissado, é uma postura de nos mantermos fiéis ao grande mandamento: “amar o próximo como a ti mesmo”. O amor é o mais profundo teste do caráter de um homem. E apenas aqueles que recebem da graça divina e por ela são constantemente alimentados podem buscar cada vez mais o apoteótico amor: amar sem esperar contrapartida.

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