Vida em Reflexão

No pulsar do coração... No limiar da emoção... No ressoar do pensamento... Viver o momento... Na dúvida o que fazer, dizer o que? No que crer... como pensar... decidir pelo quê? Seja bem-vindo ao Vida em Reflexão.

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14.08.08

Ajudando o próximo, acariciando a Deus



Há poucos dias minha vida foi marcada, aos gemidos e tremidos, pelo suor que descia sobre a delicada face de minha esposa... Ah! que momento, Senhor. Jamais esquecerei... Num instante, inesperadamente, o esperado Théo nascia, aos prantos, cheio de vitalidade, rompendo a dor que se mesclava à emoção inenarrável... o portento selado com a marca do Criador, feito, contornado à Sua semelhança.


E pensar a inexplicável emoção efetivamente surgia coroando o começo... como será então o passar pela fase da amamentação, os passos errantes que requererão braços estendidos e o balbuciar das primeiras palavras? Ser pequenino e indefeso, totalmente dependente do cuidado alheio.


Com efeito, é uma imensa satisfação dos pais ver alguém ajudar o seu filho, carne da sua carne, sangue do seu sangue. Mais do que uma extensão de si mesmo é a própria razão de ser de alguém.
Quanto vale estender a mão aos necessitados? Não tem preço, porque é um desdobramento do amor, que não pode ser comprado, pois é doado.


“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.34-40 –grifo do autor).


Deus no Seu eterno trono de graça e poder assiste aos necessitados, tanto assim que Jesus veio semear as Boas Novas, trazendo vida em abundância. Da mesma forma, Ele nos conclama a, voluntariamente, ajudar os carentes. Essa nobre missão deve ser compreendida como um grande privilégio, pois significa ser instrumento nas mãos de Deus.
Que exemplo de paternidade! o Senhor se coloca no lugar dos marginalizados socialmente: “a mim o fizestes”. O Reino dos céus pertence àqueles que se compadecem seja levando alimento ou consolo (Mt 25.34). Deus se identifica de tal forma com os “pequeninos” que ajudá-los significa “acariciar” o próprio Deus.


A resignação diante da miséria precisa dar lugar à paixão.


Viver um pouco mais para o outro redunda viver melhor para si.


Viver muito para o carente resulta na plenitude da cristandade.

 
Acaricie o Pai, doando-se aos seus filhos.


Qual será sua recompensa?

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