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Não existe vida sem emoção, há vida sem paixão, não me refiro aqui necessariamente ao sentimento entre homem e mulher, mas ao viver por algo maior, alguma coisa que transcenda a sua própria existência, sob seu olhar...
Qual é a sua razão de ser? Viver para si, e por si!? Paradoxalmente, quanto mais nos preocupamos conosco maior é o nosso vazio. Enquanto olharmos somente para nós perderemos a nossa identidade, pois na verdade ela é descortinada à medida que enxergamos a Deus e focalizamos no próximo. Sob este binômio, Deus e o próximo, que desvendamos nosso interior.
“São os olhos a lâmpada do corpo”, ensina Jesus. “Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas” (Mateus 6.22-23). Antoine de Saint Exupéry, autor do clássico O Pequeno príncipe, declara: “O essencial é invisível aos olhos só se vê bem com o coração”. Ter olhos iluminados é saber enxergar além da superfície, por isso precisa ser olhado sob o prisma do coração, é o que nos ensina a história a seguir, baseada em fatos reais.
A coloboma de íris e retina, mal congênito, levou Silvânia Lucena , na infância, a rapidamente deteriorar sua visão. Por volta dos 10 anos enxergava a vida turva e sem distinção de cores, era como se visse o mundo através de uma cortina de fumaça, apenas vultos e focos de luz iluminavam sua retina com a capacidade corrompida de noventa por cento da visão.
Depois de décadas sem nenhuma perspectiva de cura veio o golpe final: uma catarata avançada obrigaria uma intervenção cirúrgica para colocação de um anel de sustentação no olho, na região do cristalino. O médico, segundo Silvânia, lhe explicou que a medida era para evitar uma deformidade externa no globo ocular, mas que custaria a visão residual. Depois da cirurgia, os lampejos de luz cessariam por definitivo. Em fevereiro de 2003, resignada se submeteu à cirurgia, o que a levou a, durante 22 dias, viver mergulhada na escuridão.
Ainda sob cuidados médicos ao acordar percebeu o balançar da cortina... sem distinguir as cores, por não ter sido ainda apresentada a este universo, foi para a cozinha, quando se deparou com a reprodução do pintor Claude Monet, que ela até então só admirava pelos relatos referentes às suaves pinceladas características do impressionismo. Reconheceu a assinatura no canto do quadro e nesse momento teve certeza: era a visão, da qual se esquecera.
“Foi uma das maiores emoções que já experimentei ver meus filhos e neto com os olhos, e não com a ponta dos dedos”. Contrariando a medicina, reverenciava o céu estrelado, intangível até poucos dias, saía pelas ruas parando em cada cantinho que lhe chamava a atenção. Observava os prédios, árvores... tudo era novo. “Tive insônia durante quase todo o período, pois não conseguia parar de pensar em tudo que tinha vista durante o dia”.
No décimo-oitavo dia de visão, Silvânia sentiu pequenos pontos negros e tontura quando foi com sua mãe ao mercado... em casa, pára para rezar e depois de fechar os olhos sua visão não mais se abriu.
Quatro anos se passaram da iluminadora experiência que a trouxe mais luz ainda, pois, atualmente, trabalha, por amor, como instrutora de artes para deficientes visuais: “Vi tudo o que era suficiente para viver feliz e ajudar o próximo. Tenho medo de voltar a enxergar e desenvolver o egoísmo dos videntes”, relata.
Silvânia perdeu somente a visão no sentido estrito do ver, porém, mais do que nunca, enxerga a vida do jeito que deve ser...
Faça como Silvânia, voluntarie-se num projeto de ajuda ao próximo, seja na sua área de competência ou afinidade, e assim, cure a miopia, veja a vida sob uma nova aurora. Veja e viva!
Relato real tirado da Revista do Correio Braziliense, 15 de julho de 2007, p. 22 a 25.

criado por pr.heldersouza
06:56:23
Há poucos dias minha vida foi marcada, aos gemidos e tremidos, pelo suor que descia sobre a delicada face de minha esposa... Ah! que momento, Senhor. Jamais esquecerei... Num instante, inesperadamente, o esperado Théo nascia, aos prantos, cheio de vitalidade, rompendo a dor que se mesclava à emoção inenarrável... o portento selado com a marca do Criador, feito, contornado à Sua semelhança.
E pensar a inexplicável emoção efetivamente surgia coroando o começo... como será então o passar pela fase da amamentação, os passos errantes que requererão braços estendidos e o balbuciar das primeiras palavras? Ser pequenino e indefeso, totalmente dependente do cuidado alheio.
Com efeito, é uma imensa satisfação dos pais ver alguém ajudar o seu filho, carne da sua carne, sangue do seu sangue. Mais do que uma extensão de si mesmo é a própria razão de ser de alguém.
Quanto vale estender a mão aos necessitados? Não tem preço, porque é um desdobramento do amor, que não pode ser comprado, pois é doado.
“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.34-40 –grifo do autor).
Deus no Seu eterno trono de graça e poder assiste aos necessitados, tanto assim que Jesus veio semear as Boas Novas, trazendo vida em abundância. Da mesma forma, Ele nos conclama a, voluntariamente, ajudar os carentes. Essa nobre missão deve ser compreendida como um grande privilégio, pois significa ser instrumento nas mãos de Deus.
Que exemplo de paternidade! o Senhor se coloca no lugar dos marginalizados socialmente: “a mim o fizestes”. O Reino dos céus pertence àqueles que se compadecem seja levando alimento ou consolo (Mt 25.34). Deus se identifica de tal forma com os “pequeninos” que ajudá-los significa “acariciar” o próprio Deus.
A resignação diante da miséria precisa dar lugar à paixão.
Viver um pouco mais para o outro redunda viver melhor para si.
Viver muito para o carente resulta na plenitude da cristandade.
Acaricie o Pai, doando-se aos seus filhos.
Qual será sua recompensa?

criado por pr.heldersouza
06:48:17
“Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á”. Jesus acrescenta: “Pois, todo o que pede recebe; o que busca encontra e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mt 7.7). Que bela promessa!!! É o próprio Filho de Deus que nos exorta a buscá-lo em oração. Será que compreendemos na prática a força disto?
Jesus começa seu ministério orando, quando é impulsionado no deserto pelo Espírito Santo e lá permanece 40 dias em oração e jejum. Quando tinha que tomar alguma decisão importante orava, assim, antes de escolher os doze apóstolos buscou ao Senhor. Diante da urgência clamava a Deus: “Pai, graças te dou porque me ouvistes” (Jo 11.41) e, logo bradou: “Lázaro, vem para fora”. Diante da cruz, seu maior desafio, se preparou arduamente em oração: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lc 22.42).
Portanto, o nosso Redentor e Salvador inicia seu ministério orando, e permanece orando até o fim. E você, tem persistido em oração?
A oração é uma aliança irrevogável. É Deus se dispondo com seus filhos, se fazendo achar e agindo poderosamente mediante a oração.
Assim a oração:
1. Revela a Providência divina (Sua atuação) – Deus, na sua infinita sabedoria e soberania, determinou as providências necessárias para a realização de Sua Santa vontade. É neste sentido que a oração faz parte do meio que o Senhor prevê e provê para realizar aquilo que lhe apraz. Veja: “Pois todo o que pede recebe”, ou seja, Jesus está dizendo que a oração faz parte da sua soberana vontade para efetuar aquilo que Ele deseja.
Douglas Kelly afirma: “Deus planejou usar nossas orações”.
2. Revela a Paternidade divina (Seu relacionamento) – Jesus assevera: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mt 7.11). Quanto mais vosso Pai perceba que Jesus mostra o caráter pessoal, a manifestação do seu relacionamento íntimo para com seus filhos, por isso, busque-O em oração. Assim, Deus revela sua aliança entre o Deus Pai e seus filhos.
Portanto, a oração é um instrumento, é um meio de graça. Ore meu filho ao Pai!
3. Revela a Bondade divina (Seu Ser) – “Dará boas coisas”. Isso mostra a própria essência de Deus, Ele é bom e perfeito. A bondade de Deus se desdobra no amor, na graça, na misericórdia e na longanimidade. Portanto, a oração revela o próprio Ser de Deus.
Perceba a diferença “vós que sois mais”, Jesus afirma versus a bondade de Deus. Assim, quanto mais conhecermos a Deus, mais saberemos que somos pecadores e necessitamos da graça de Deus. O oposto também é verdadeiro.
A bondade divina se revela na oração, pois de tudo o que pedires recebereis boas coisas, o que não significa receber, necessariamente, aquilo que queremos, mas sem dúvida, iremos obter o melhor porque Deus, sendo bom e perfeito, não poderá nos dar algo ruim.
Diante do exposto, precisamos exercitar nossa fé e persistir em oração, porque o Deus dos Céus irá ouvir nosso clamor e nos dará pão e peixe conforme as nossas necessidades.
Portanto, se orar é um mandamento, que carrega no seu bojo a promessa de sermos atendidos, então o não orar é pecado. Peça, filho, em nome de Cristo, que o Pai lhe atende.

criado por pr.heldersouza
08:25:09
“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua,
mas de fato e de verdade.” 1 Jo 3.18

Nada nos leva mais próximos de Deus quando manifestamos nosso amor ao próximo. Mas, apesar de ser assunto corriqueiro nas rodas sociais, temática principal de filmes e músicas, as pessoas, de modo geral, não compreendem ou não vivem as implicações de amar alguém.
Amar é mais do que um sentimento. É uma decisão. É olhar menos para si e mais para outro. O amor é sacrificial, basta olhar o cuidado de uma mãe com o filho, que noites sem fim se levanta para dar sustento, afeto e proteção.
O amor vai muito além do sentimento, porque Jesus nos ordenou: “amai os vossos inimigos” (Mt 5.44). O Mestre dos relacionamentos não estava ordenando gostar dos nossos inimigos, mas sim, ter um comportamento misericordioso por aqueles que nos perseguem: “se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber” (Pv25.21 e Rm 12.20). Note que a necessidade deve estar acima dos nossos desejos, ainda que se trate de alguém que nos aborrece profundamente. A necessidade do outro deve suplantar nossa disposição, pois o amor é serviçal.
É verdade que muitas vezes não temos controle sobre nossas emoções. Alguém certa ocasião já disse: “sentimentos variam de acordo com que aconteceu na véspera”. Muitos dos nossos sentimentos são transitórios e voláteis, porém, podemos controlar nosso comportamento em relação ao outro. Quantas vezes estamos chateados conosco mas nem por isso deixamos de nos cuidar? O mesmo pode ser feito em relação ao próximo, por isso, o amor é uma decisão.
O amor é compromissado, é uma postura de nos mantermos fiéis ao grande mandamento: “amar o próximo como a ti mesmo”. O amor é o mais profundo teste do caráter de um homem. E apenas aqueles que recebem da graça divina e por ela são constantemente alimentados podem buscar cada vez mais o apoteótico amor: amar sem esperar contrapartida.

criado por pr.heldersouza
08:23:07
O Guiness gosta de revelar o homem mais rápido do mundo, a mulher mais elástica, o mais obeso, o mais magro... mas, se fôssemos pensar na maior tragédia da humanidade o que seria? As bombas atômicas arremetidas contra o Japão, o holocausto, ou então, as drogas, que estão permeadas em todos os lugares? Se somássemos todos estes fatos e todos os outros ainda mais bárbaros e nefastos seu resultado seria desprezível se comparado com a maior destruição do homem: o PECADO.
O pecado trouxe a morte, morte esta dita, numa sentença simples e direta: SEPARAÇÃO DE DEUS. Deste modo, quando os primeiros representantes da humanidade, Adão e Eva, pecam, entra o pecado no mundo. Assim, tudo, absolutamente tudo que não é bom, que é desastroso, decorre do pecado. O seu efeito é tão destrutivo que até a “natureza geme” (Rm 8.22).
Se não houvesse pecado não haveria mentiras
Se não houvesse pecado não teríamos injustiça
Se não houvesse pecado não falaríamos de infidelidade
Se não houvesse pecado não saberíamos o que é tristeza
Se não houvesse pecado não sentiríamos culpa
Se não houvesse pecado não haveria doenças
Se não houvesse pecado não existiria morte
Se não houvesse pecado seria uma constante: vida, vida em abundância.
Se não houvesse pecado tudo seria MARAVILHOSO.
Deus criou tudo perfeito (Gn 1.31, Ec 7.29), logo, o pecado é como se fosse um intruso neste mundo, trazendo dupla implicação: na vida atual e na pós vida, tanto uma quanto a outra são avassaladoras. Na vida atual, todo sofrimento, tragédia, destruição é conseqüência do pecado, após a morte, aqueles que não forem perdoados dos seus pecados terão a condenação eterna: o inferno.
Permita-me fazer aqui uma distinção importante entre o mal moral (pecado) e o mal natural (sofrimento, dor, perda). Deus não é o autor do primeiro, mas é agente do segundo. Devemos compreender, todavia, que o mal natural é uma conseqüência do mal moral, portanto, do pecado do homem. Deus amaldiçoou a Terra em conseqüência do pecado de Adão/Eva. Mas, na realidade, o mal natural permitido por Deus visa um propósito benéfico ao ser humano.
A equação, portanto, é simples: quanto mais pecarmos mais iremos sofrer; quanto mais andarmos com o Senhor menos pecaremos, logo, melhor viveremos.
Por tal razão é que Jesus veio ao mundo, para redimir a humanidade do pecado, mas, para tanto, é necessário que o homem O receba como Salvador, ou seja, reconheça que Jesus Cristo, o filho de Deus, se fez homem para morrer em nossos lugares, dessa maneira, todo aquele que Nele crê terá a vida eterna: salvação dos pecados (Jo 11.25).
Assim, todos que seguirem a Cristo pecarão menos, viverão melhor e receberão o maior de todos os prêmios: céu, lugar onde não há pecado.
O que você quer colher? Pecado ou vida?!
“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Ap 21.4)

criado por pr.heldersouza
15:41:26