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Sua garra me contagiou
Seu suor me incentivou
Seu jogo que primor!
Seleção feminina...
Nossas canarinhas
Esse time me conquistou!
O ouro está na garra
Não no placar
A vitória é a disciplina
Não a altura do pódio
Seleção feminina...
Aqui vai meu grito de gol: PARABÉNS!!!
Que chapéu vocês deram no hexacampeão
Perder jamais será vergonhoso
Não lutar que é desonroso
Vocês fizeram lembrar...
O futebol que desenha
A caricatura de um povo
Que dribla a dureza,
Encara a frieza,
Supera a pobreza,
Alcança a nobreza
Na busca pelo melhor
Vocês me motivaram...
A continuar lutando
Por uma coroa incorruptível
O meu próprio corpo esmurrar (1 Co 9.25)
Por amor ao Senhor
Nosso grande treinador!
Essa é a partida da vida!

criado por pr.heldersouza
14:30:33
Não existe vida sem emoção, há vida sem paixão, não me refiro aqui necessariamente ao sentimento entre homem e mulher, mas ao viver por algo maior, alguma coisa que transcenda a sua própria existência, sob seu olhar...
Qual é a sua razão de ser? Viver para si, e por si!? Paradoxalmente, quanto mais nos preocupamos conosco maior é o nosso vazio. Enquanto olharmos somente para nós perderemos a nossa identidade, pois na verdade ela é descortinada à medida que enxergamos a Deus e focalizamos no próximo. Sob este binômio, Deus e o próximo, que desvendamos nosso interior.
“São os olhos a lâmpada do corpo”, ensina Jesus. “Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas” (Mateus 6.22-23). Antoine de Saint Exupéry, autor do clássico O Pequeno príncipe, declara: “O essencial é invisível aos olhos só se vê bem com o coração”. Ter olhos iluminados é saber enxergar além da superfície, por isso precisa ser olhado sob o prisma do coração, é o que nos ensina a história a seguir, baseada em fatos reais.
A coloboma de íris e retina, mal congênito, levou Silvânia Lucena , na infância, a rapidamente deteriorar sua visão. Por volta dos 10 anos enxergava a vida turva e sem distinção de cores, era como se visse o mundo através de uma cortina de fumaça, apenas vultos e focos de luz iluminavam sua retina com a capacidade corrompida de noventa por cento da visão.
Depois de décadas sem nenhuma perspectiva de cura veio o golpe final: uma catarata avançada obrigaria uma intervenção cirúrgica para colocação de um anel de sustentação no olho, na região do cristalino. O médico, segundo Silvânia, lhe explicou que a medida era para evitar uma deformidade externa no globo ocular, mas que custaria a visão residual. Depois da cirurgia, os lampejos de luz cessariam por definitivo. Em fevereiro de 2003, resignada se submeteu à cirurgia, o que a levou a, durante 22 dias, viver mergulhada na escuridão.
Ainda sob cuidados médicos ao acordar percebeu o balançar da cortina... sem distinguir as cores, por não ter sido ainda apresentada a este universo, foi para a cozinha, quando se deparou com a reprodução do pintor Claude Monet, que ela até então só admirava pelos relatos referentes às suaves pinceladas características do impressionismo. Reconheceu a assinatura no canto do quadro e nesse momento teve certeza: era a visão, da qual se esquecera.
“Foi uma das maiores emoções que já experimentei ver meus filhos e neto com os olhos, e não com a ponta dos dedos”. Contrariando a medicina, reverenciava o céu estrelado, intangível até poucos dias, saía pelas ruas parando em cada cantinho que lhe chamava a atenção. Observava os prédios, árvores... tudo era novo. “Tive insônia durante quase todo o período, pois não conseguia parar de pensar em tudo que tinha vista durante o dia”.
No décimo-oitavo dia de visão, Silvânia sentiu pequenos pontos negros e tontura quando foi com sua mãe ao mercado... em casa, pára para rezar e depois de fechar os olhos sua visão não mais se abriu.
Quatro anos se passaram da iluminadora experiência que a trouxe mais luz ainda, pois, atualmente, trabalha, por amor, como instrutora de artes para deficientes visuais: “Vi tudo o que era suficiente para viver feliz e ajudar o próximo. Tenho medo de voltar a enxergar e desenvolver o egoísmo dos videntes”, relata.
Silvânia perdeu somente a visão no sentido estrito do ver, porém, mais do que nunca, enxerga a vida do jeito que deve ser...
Faça como Silvânia, voluntarie-se num projeto de ajuda ao próximo, seja na sua área de competência ou afinidade, e assim, cure a miopia, veja a vida sob uma nova aurora. Veja e viva!
Relato real tirado da Revista do Correio Braziliense, 15 de julho de 2007, p. 22 a 25.

criado por pr.heldersouza
06:56:23
Há poucos dias minha vida foi marcada, aos gemidos e tremidos, pelo suor que descia sobre a delicada face de minha esposa... Ah! que momento, Senhor. Jamais esquecerei... Num instante, inesperadamente, o esperado Théo nascia, aos prantos, cheio de vitalidade, rompendo a dor que se mesclava à emoção inenarrável... o portento selado com a marca do Criador, feito, contornado à Sua semelhança.
E pensar a inexplicável emoção efetivamente surgia coroando o começo... como será então o passar pela fase da amamentação, os passos errantes que requererão braços estendidos e o balbuciar das primeiras palavras? Ser pequenino e indefeso, totalmente dependente do cuidado alheio.
Com efeito, é uma imensa satisfação dos pais ver alguém ajudar o seu filho, carne da sua carne, sangue do seu sangue. Mais do que uma extensão de si mesmo é a própria razão de ser de alguém.
Quanto vale estender a mão aos necessitados? Não tem preço, porque é um desdobramento do amor, que não pode ser comprado, pois é doado.
“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.34-40 –grifo do autor).
Deus no Seu eterno trono de graça e poder assiste aos necessitados, tanto assim que Jesus veio semear as Boas Novas, trazendo vida em abundância. Da mesma forma, Ele nos conclama a, voluntariamente, ajudar os carentes. Essa nobre missão deve ser compreendida como um grande privilégio, pois significa ser instrumento nas mãos de Deus.
Que exemplo de paternidade! o Senhor se coloca no lugar dos marginalizados socialmente: “a mim o fizestes”. O Reino dos céus pertence àqueles que se compadecem seja levando alimento ou consolo (Mt 25.34). Deus se identifica de tal forma com os “pequeninos” que ajudá-los significa “acariciar” o próprio Deus.
A resignação diante da miséria precisa dar lugar à paixão.
Viver um pouco mais para o outro redunda viver melhor para si.
Viver muito para o carente resulta na plenitude da cristandade.
Acaricie o Pai, doando-se aos seus filhos.
Qual será sua recompensa?

criado por pr.heldersouza
06:48:17