Vida em Reflexão

No pulsar do coração... No limiar da emoção... No ressoar do pensamento... Viver o momento... Na dúvida o que fazer, dizer o que? No que crer... como pensar... decidir pelo quê? Seja bem-vindo ao Vida em Reflexão.

Vida em Reflexão

No pulsar do coração... No limiar da emoção... No ressoar do pensamento... Viver o momento... Na dúvida o que fazer, dizer o que? No que crer... como pensar... decidir pelo quê? Seja bem-vindo ao Vida em Reflexão.
<  Março 2008  >
S T Q Q S S D
          1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31
Buscar
Blogs Favoritos
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Março 2008

27.03.08

Diante do não... adore!


Um clamor comovente! Sem resposta...


A plenos pulmões gritava: “Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada” (Mt 15.22). O silêncio continuava ecoando...


Uma inesperada resposta rompe o silêncio: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (v. 24). Jesus veio inicialmente para os judeus, e ainda não tinha chegado o momento de revelar o Reino de Deus aos gentios. Este é o motivo da resposta de Cristo.


No lugar desta mulher o que você faria? Voltaria para casa! Brigaria com Cristo? “Ela, porém, veio e o adorou” (v. 25).


1- Adoração não é circunstancial
Esta, talvez, seja uma das verdades mais profundas da adoração: é uma expressão, atitude de amor e rendição a Deus. Bendizer a Deus diante da vitória, da resposta afirmativa é um ato de gratidão, mas adorar a Deus em tempo desfavorável é compreender que damos o nosso melhor ao Senhor não por aquilo que recebemos Dele, mas por aquilo que Ele é.


2- Adoração não é uma moeda de troca
Quem é o homem para tentar barganhar com Deus?! Imagine que você fosse negociar com Bill Gates no desejo de motivá-lo a fazer um bom negócio contigo, em troca lhe oferece uma moedinha de 1 centavo. Aqueles que supostamente adoram a Deus pensando que vão encontrar o Seu favor por uma expressão que não seja genuína não compreenderam a graça divina. A essência da adoração está na motivação! Por isso, não é circunstancial.


3- Adoração nos leva à humildade
“A mulher se prostrou e adorou a Deus”’ (Mc 7.25). Adoração só existe à medida que reconhecemos quem somos nós e quem é Deus. “Bem-aventurado os humildes de espírito, porque deles é o Reino de Deus” (Mt 5). Quanto maior a humildade mais intensa será a adoração, quanto maior a soberba menor o derramar-se na presença do Todo-Poderoso.


4- Adoração se satisfaz com tudo aquilo que provêm de Deus
Mesmo diante do pedido certo, da atitude correta e da fé incessante Jesus declara: “Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”. Ela, contudo, replicou: “Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”. (v. 26 e 27). Ao contrário do que muito gente acredita, que merece o melhor de Deus, esta mulher declara que tudo o que vem do Senhor é bom, perfeito e agradável. “Das migalhas é o suficiente para mim, Senhor!” O “pouco” de Deus será sempre suficiente, pois Ele conhece nossas necessidades e é eternamente perfeito e bom! O que mais precisamos? Adorá-lo, Adorá-lo, Adorá-lo.

22.03.08

A dupla natureza de Cristo


Jesus foi concebido no ventre de Maria porque era homem
Foi gerado pelo Espírito Santo porque é Deus

Nasceu numa manjedoura porque era homem
Foi contemplado por anjos porque é Deus

Foi batizado porque era homem
Uma voz dos céus bradou porque é Deus

Foi tentado em todas as coisas porque era homem
Não cometeu nenhum pecado porque é Deus

Submeteu-se a todas as Leis porque era homem
Cumpriu cabalmente todas elas porque é Deus

Teve fome porque era homem
Multiplicou os pães e peixes porque é Deus

Retirava-se para fazer orações porque era homem
Todos que se achegavam a Ele não voltaram da mesma forma porque é Deus

Dormiu no barco porque era homem
Repreendeu a tempestade porque é Deus

Chorou diante da morte de Lázaro porque era homem
Reviveu seu amigo porque é Deus

Angustiou-se sobre maneira no Getsêmani porque era homem
Enfrentou a cruz porque é Deus

Submeteu-se a Pilatos porque era homem
Recebeu a sentença do pecado para nos salvar porque é Deus

Morreu na cruz porque era homem
Ressuscitou porque é Deus!

Diante das dificuldades Jesus compreende nossa situação porque foi homem.
É poderoso para resolver os nossos problemas porque é Deus.


06.03.08

Oásis para a alma, perdoar é amar


A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias. Provérbios 19.11


Jesus Cristo veio para libertar o homem do pecado, da justiça e do juízo. O maior dos profetas, João Batista, apregoou: eis o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João1.29). Aquele que se achega a Ele, arrependido, tem seus pecados remidos. Receber o perdão divino no lugar da condenação é um oásis para a alma, restaura nossa comunhão com o Pai.


Do mesmo modo, uma convivência sadia gravita em torno do perdoar, pois aquele que não perdoa cria raízes de amargura que, nutridas pelo ressentimento e ávidas pela justiça condenatória, aniquilam os relacionamentos. Ciente de nossa falibilidade Jesus ensina na oração do Pai Nosso: perdoa-nos as nossas ofensas; assim como nós perdoamos aos nossos ofensores (Mateus 6.12).


Mais do que um sentimento, perdão é um mandamento; sem entrar no mérito de quem está com a razão, deve ser exercido com liberalidade e graça. Esperar que o perdão sobrepuje o coração amargurado é como miragem no deserto, não passa de ilusão. Perdão é o oposto da justiça, é a manifestação da graça. Logo, perdoar é amar, pois aquele que muito amou muito perdoou (Lucas 7.47).


Perdoar não é fácil, requer a capacitação divina; entretanto, eternizar a mágoa é alimentar um câncer a corroer a alma. Quem não perdoa é infeliz, mas quem perdoa recebe a graça de Deus e o alívio inenarrável do coração.