Vida em Reflexão

No pulsar do coração... No limiar da emoção... No ressoar do pensamento... Viver o momento... Na dúvida o que fazer, dizer o que? No que crer... como pensar... decidir pelo quê? Seja bem-vindo ao Vida em Reflexão.

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Arquivo de: Janeiro 2008

07.01.08

Cultive a gratidão


Bom é render graças ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a tua benignidade, e à noite a tua fidelidade. Salmos 92.1-2


Pessoas gratas revelam um coração sadio. Ensinamos nossos filhos a agradecer quando recebem elogios ou presentes; por outro lado, ajudar alguém e não ouvir nem mesmo um “obrigado” é duro.


A compreensão do nascimento de Cristo nos leva a uma dimensão jamais imaginada, impossível de ser explicada com palavras que, por mais precisas, não conseguem retratar a grandeza arrebatadora do maior de todos os presentes: o nascimento de Jesus no coração daqueles que crêem Nele. A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus (João 1.12).


Essa verdade ecoa como uma torrente de águas purificando nosso ser e exalando de cada poro a gratidão; crer no nascimento e na missão do filho de Deus nos impulsiona a agradecer, agradecer, agradecer...


Pela graça e amor divinos, Cristo se fez homem para nos libertar do pecado. Ele nos amou antes mesmo de O conhecermos porque de Deus emana toda bondade e misericórdia. Tanto assim que a palavra graça, dentre vários significados bíblicos, transmite a idéia de “amabilidade”, “favor”, “presente oferecido de boa vontade” da parte do Senhor a cada um de nós.


Por sinal, a raiz da palavra “graça” (charis) no grego está presente na formação de “gratidão” e “alegria”. Assim, vivenciar a graça de Cristo implica ter um coração grato e alegre, independentemente das circunstâncias, pois essa alegria vem do próprio Deus como dádiva para aqueles que o recebem.


Pensamento do dia: Graças te dou pelo teu nascimento, Senhor! Que o meu coração seja sempre grato independentemente das circunstâncias e que eu possa me alegrar com os mais singelos acontecimentos da vida: acontecimentos da vida: o olhar de ternura, o abraço do filho, a flor que desabrocha, o sol que se põe... pois tudo isso é fruto de tua graça e de teu amor, Senhor!

Oásis para a alma, perdoar é amar


A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias. Provérbios 19.11


Jesus Cristo veio para libertar o homem do pecado, da justiça e do juízo. O maior dos profetas, João Batista, apregoou: eis o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (João1.29). Aquele que se achega a Ele, arrependido, tem seus pecados remidos. Receber o perdão divino no lugar da condenação é um oásis para a alma, restaura nossa comunhão com o Pai.


Do mesmo modo, uma convivência sadia gravita em torno do perdoar, pois aquele que não perdoa cria raízes de amargura que, nutridas pelo ressentimento e ávidas pela justiça condenatória, aniquilam os relacionamentos. Ciente de nossa falibilidade Jesus ensina na oração do Pai Nosso: perdoa-nos as nossas ofensas; assim como nós perdoamos aos nossos ofensores (Mateus 6.12).


Mais do que um sentimento, perdão é um mandamento; sem entrar no mérito de quem está com a razão, deve ser exercido com liberalidade e graça. Esperar que o perdão sobrepuje o coração amargurado é como miragem no deserto, não passa de ilusão. Perdão é o oposto da justiça, é a manifestação da graça. Logo, perdoar é amar, pois aquele que muito amou muito perdoou (Lucas 7.47).


Perdoar não é fácil, requer a capacitação divina; entretanto, eternizar a mágoa é alimentar um câncer a corroer a alma. Quem não perdoa é infeliz, mas quem perdoa recebe a graça de Deus e o alívio inenarrável do coração. Aproveite o calor natalino: Perdoe e seja feliz!


Pensamento do dia: Vou olhar para a cruz de Cristo! Com seu exemplo aprendi que perdoar é abrir mão da justiça condenatória para que a graça de Deus suplante minha dor e refrigere minha alma. Ajuda-me, Senhor, a perdoar meus ofensores.

O primeiro pedaço


Temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão. João 4.21


O homem é um ser relacional. Sua identidade é desenvolvida a partir das relações inter-pessoais. Nessa interação, descobrimos o outro e a nós mesmos... bênçãos, tribulações, trivialidades, segredos do coração. Nossos relacionamentos nos dão o sentido de pertencer a um grupo, que é uma necessidade humana.


Que gosto teria o peru de Natal se não tivesse ninguém com quem compartilhar risadas? Um bolo de chocolate de aniversário não teria o mesmo sabor se não tivesse ninguém para dar o primeiro pedaço!
Você e eu precisamos do outro para viver - nossas famílias, amigos, companheiros de trabalho ... Precisamos do outro para amar e ser amado, o mais profundo desejo do ser humano. É na convivência com Jesus e com o próximo que podemos viver essa maravilhosa dimensão. O desconhecido, normalmente, não é amado.


Temos tempo para tantas coisas, mas não dispomos de tempo para estar ao lado de quem amamos! Prioridades erradas nos trazem resultados infelizes. Esaú trocou seu direito de primogenitura por um prato de lentilha. Um prato! Neste Natal não troque apenas presentes, dê afetos...


O que verdadeiramente importa, nesta vida, não são nossos títulos, conquistas profissionais e financeiras, mas o quanto nós amamos o próximo e a Deus. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará (1 Coríntios 13.3). Ame e seja feliz!


Pensamento do dia: Pai amado, obrigado pelos grupos de que faço parte, obrigado pela beleza dos relacionamentos, por ter tanto que aprender e ensinar com meus irmãos. Somos ricos e abençoados por isso!

Pense menos em você


Não veio para ser servido, mas para servir... Marcos 10.45


Uma das mais importantes descobertas científicas de todos os tempos se deu em 1543 quando Copérnico defendeu que o Sol, e não a Terra, é o centro do nosso sistema, o que foi reconhecido pela ciência. Ponto de partida da astronomia moderna, a proposição de Copérnico foi revolucionária e transformou todas as áreas do conhecimento humano – uma revolução que ficou conhecida como revolução copernicana.


De maneira similar, nosso eixo “gravitacional” muda radicalmente quando deixa de ter como referência o “eu” para girar em torno de Jesus. E é igualmente impactante, pois tudo se transforma quando entregamos nossa vida a Cristo. Passamos a enxergar o mundo sob um novo prisma e a transformação é visceral, levando ao desejo de servir.


A “revolução crística” é um chamado universal aos discípulos de Cristo, uma expressão de amor e gratidão a Deus. De glória em glória nos vemos transformados à imagem de Cristo (2 Coríntios 3.18) e o doar-se passa a ser uma manifestação genuína de amor, fruto da conversão que implica esquecer um pouco de si para servir ao próximo.


Natal é a referência suprema do servir, pois Jesus não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos (Mt 20.28). Logo a Sagrada Escritura ecoa com o nascimento de Cristo: Mais bem-aventurado é dar que receber.


Pensamento do dia: Hoje vou pensar menos em mim, e mais nos outros. Vou me esforçar para entender e valorizar as necessidades, prioridades, e opiniões de todos os que eu encontrar. Serei prestativo ajudando em tudo o que for possível, de todas as maneiras. Serei um servo amoroso, agradável e leal para todos os que me cercam.

Deus te ama como você é


O filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Lucas 15.13


O ensinamento de Cristo para o perdão é perdoar o imperdoável. Num lampejo inspirado o filho irresponsável rasga sua alma: Pai, pequei contra o céu e diante de ti (Lucas 15.18). Resoluto, cabisbaixo, trêmulo, enfrentara seu passado – a culpa – já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores ele prossegue. Sua mente era bombardeada: você gastou tudo! Sua consciência latejava: rompi com os que eu mais amava, por simples prazeres mundanos, prazeres, vãos prazeres. A lucidez vinha à tona a cada instante...


O pai compadecido dele, correndo, o abraçou, e o beijou (Lc 15.21), trazendo na parábola a dimensão do que é o Deus-Pai, inundando-o do amor perfeito, resgatando sua identidade de filho de Deus, livrando-o da culpa. Por muito amar seus filhos, o Pai está sempre de braços abertos para receber seus filhos, pois Seu amor não impõe condições. Assim, o amor incondicional venceu a culpa, aniquilou o medo sem explicações, pois a graça divina não é compreendida, antes vivenciada.


O filho diante do pai espera justiça, o pai declara: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado (Lc 15.22-24). O anel no dedo que o filho recebe demonstra a aliança inquebrável, pois não se alicerça em atitudes equivocadas e nos erros cometidos, mas na graça de um Deus amoroso que não despreza o arrependimento sincero.


Todos aqueles que se achegam a Cristo recebem o seu amor invariável, gracioso, e passam a desfrutar uma vida de comunhão com Ele. Eis a razão pela qual Ele se fez homem... Portanto, neste Natal vença sua culpa, vá até Jesus, com sinceridade de alma, e Ele nascerá no seu coração.


Pensamento do dia: Eu reconheço que me sinto pesado e tenho praticado atos impensados, dos quais não posso me orgulhar. Tenho feito muitas coisas erradas. E estou arrependido e cansado. Não me sinto merecedor de boas notícias Vou me colocar diante Dele assim como estou, de coração arrependido e entregue