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A depressão é um dos maiores problemas mundiais, chamada, atualmente, de “o resfriado comum das doenças emocionais”. O fato que todos passamos por um ou outro momento depressivo, acontece que alguns ficam por muito tempo.
Elias foi um grande porta-voz de Deus, diversos milagres foram realizados, mas quando uma mulher Jezabel o ameaçou entrou em depressão.
Deprimido como Elias?
Elias era ótimo candidato à depressão. Estava fisicamente cansado, emocionalmente exausto e alguém ameaçara sua vida. Neste contexto o profeta pede a Deus para morrer. O fato é que nossas emoções são fruto de nossos pensamentos. Elias estava com pensamentos enganosos.
Se você pensar de modo negativo, vai se sentir deprimido. Suas emoções são determinadas pelo modo como você interpreta sua vida. Se olhá-la de um ponto de vista negativo, se sentirá deprimido.
Portanto, para superar a depressão você precisa corrigir suas atitudes incorretas em relação à vida.
Concentre-se nos fatos, não nos sentimentos
“Elias teve medo e fugiu para salvar sua vida” (1 Rs19.3). Focalizamos nos sentimentos, muitas vezes, em vez da realidade, isto se chama, raciocínio emocional e pode ser destrutivo.
De maneira geral, os sentimentos são mentirosos. Podemos fracassar numa área sem sermos um fracasso como pessoas.
A maioria dos psicólogos crê que a chave para a saúde é dar vazão aos sentimentos. Tomar consciência deles. Liberá-los. Colocar para fora. Todavia essa não é a solução completa, pois os sentimentos não são confiáveis. A Bíblia não pede que conheçamos nossos sentimentos, mas, sim, que conheçamos a verdade, pois é a verdade que nos liberta (Jo 8.32).
Não se compare aos outros
“Já tive o bastante, Senhor. Tira minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados”. Caímos na armadilha de pensar: “Se eu pudesse ser como fulano, então seria feliz”. Não se compare cada pessoa é única. Há apenas uma pessoa que você pode ser, você mesma.
Quando nos comparamos tendemos a comparar nossa fraqueza com a força dos outros, esquecemos que aquelas pessoas também têm áreas nas quais podem ser fracas e nós, fortes. Também tentamos motivar-nos por meio da crítica e da condenação. A autocrítica em excesso também não funciona.
A depressão nos leva a rótulos. Em vez de dizermos “tropecei acidentalmente”, dizemos “sou atrapalhado”.
Não aceite falsas acusações
O terceiro erro de Elias foi culpar-se por situações que não dependiam dele. “Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, o Deus dos Exércitos. Os israelitas rejeitam a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. Sou o único que sobrou, e agora, também, estão procurando matar-me”.
Em sua depressão, Elias culpou-se or não ter conseguido mudar a nação. Ele tomou isso como algo pessoal. Não aceite acusações falsas.
As pessoas reagem de maneiras diferentes. Você não pode assumir a responsabilidade por suas reações. Há momentos em que podemos influenciar as pessoas, mas não pode controlá-las.
Não exagere o lado negativo
Este foi seu quarto erro. “Sou o único que sobrou, e agora também estão procurando matar-me”. Elias tinha um pouco de autocomiseração: “Todos estão contra mim”. A realidade era que nem todos estavam contra ele, aliás, só uma pessoa: Jezabel.
Elias não era a única pessoa que permanecera fiel a Deus. Ainda havia 7.000 profetas (V. 18).
É verdade que a rainha enviou um mensageiro para ameaçá-lo – “Amanhã você estará morto”. Contudo, se Jezabel realmente tivesse a intenção de matá-lo, não teria mandado um mensageiro, teria simplesmente enviado um assassino. Ele exagerou o problema e isso piorou sua depressão.
Cuide de suas necessidades físicas
Este foi o primeiro remédio divino para curá-lo. Elias se deitou embaixo de uma árvore e adormeceu. Mais tarde, um anjo tocou nele e disse: “levante-se e coma”. A solução inicial de Deus foi o descanso, comida e relaxamento. Isto porque nossa saúde influência profundamente o nosso humor.
Entregue suas frustrações a Deus
Elias colocou para fora tudo o que estava sentindo.
Uma nova percepção de Deus
O Senhor disse a Elias: “Saia e fique no monte, na presença do Senhor, pois o Senhor vai passar” (v. 11).
Deus manifestou o seu poder por meio do vento, do terremoto e do foto, mas falou com Elias por meio de uma brisa manda e serena. Ainda hoje, Deus fala conosco por meio da quietude e tranqüilidade.
Pegue sua Bíblia e vá a um lugar o mar, um lago e medite na Palavra de Deus.
Nova direção na vida
Deixa Deus te dar uma nova direção. O Senhor disse a Elias: “Volte pelo caminho por onde veio, e vá para o deserto de Damasco” ( v. 15). Ele fez voltar ao trabalho. Um erro (ou cem) não desqualifica você para a vida.
Você pode mudar
Pessoas que vivem para si ficam deprimidas. Você precisa de algo maior que tire sua atenção de si mesmo, ou seja, você precisa ter um relacionamento com Cristo, o Todo-Poderos Filho de Deus.
Resumo do livro
Warren, Rick. Respostas para os grandes problemas da vida. São Paulo: Vida Nova, 2005. - Capítulo sobre depressão

criado por pr.heldersouza
11:16:33
“Na dúvida não ultrapasse”, aconselham os especialistas em trânsito, diante da incerteza, a melhor decisão a se tomar é aguardar...
Advogados usam o benefício da dúvida para livrar seu cliente da pena, assim a máxima: “Na dúvida pró réu” tem livrado muitos da condenação. O mesmo princípio deve ser seguido pelo cristão: na dúvida, pró Deus, ou seja, se hesitamos sobre algo, devemos resolutamente buscar ao Senhor.
Paulo nos ensina esta verdade quando afirma: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração” (Cl 3.15). O Senhor quando nos chamou O fez com três propósitos principais:
1. Para vivermos eternamente com Ele na ressurreição dos santos;
2. Para termos comunhão com Deus;
3. Para sermos luz neste mundo tenebroso (Mt 5.14).
A comunhão com Ele é aspecto essencial do cristianismo, assim, somos guiados por Ele e para Ele de diversas maneiras, o que inclui nossa paz de espírito ao tomar alguma decisão.
“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp 4.6-7).
O apóstolo coloca a oração como um instrumento eficaz para combatermos a ansiedade, isto porque ela nos gera a paz de Deus, que excede todo entendimento.
Quanto mais importante a escolha que tivermos de fazer mais cautela devemos ter... a oração e reflexão, sob a ótica espiritual e humana, precisam andar juntas. Se de um lado o agir com ímpeto significa dar vazão à carne, pois “não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado” (Pv 19.2), por outro o aguardar em Deus num momento de hesitação é agir no espírito.
Vale destacar que o relacionamento com Deus, buscando, sempre, Sua orientação, deve ser uma constante na vida do cristão, e intensificado nos momentos de dúvida.
Portanto, quando estivermos indecisos, então decidiremos: buscarei ao Senhor – na dúvida pró Deus!

criado por pr.heldersouza
12:44:42 “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus“. Mt 5.9
Restaurar relacionamentos sempre é uma benção. A grande ênfase bíblica é o relacionamento: com Deus, consigo e com o próximo. Deus “nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” (2 Co 2.18). Afastar-se devido às diferenças e brigas pode parecer o caminho mais fácil, porém, a vereda divina é ajuntar-se (Sl 133).
Pacificadores são raros porque fazer a paz é um trabalho árduo. Esta é uma das habilidades mais importantes dentro de um grupo, pois Jesus nos conclamou para vivermos em harmonia com os outros e na igreja.
Promover paz não significa evitar conflitos. Fugir do problema, fingindo que ele não existe, não é sábio. O Príncipe da Paz enfrentava as divergências com amor e compaixão. Assim, “provocar” conflitos pode resolver problemas...
Rick Warren apresenta 7 passos bíblicos sobre este assunto:
1. Fale com Deus antes de falar com a pessoa – quando oramos Deus muda nosso coração e o do outro, o que diminui as arestas;
2. Tome sempre a iniciativa - Jesus ordenou: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão, e, então voltando, faze a tua oferta” (Mt 5.23-24). O Senhor ensina que a reconciliação precede a adoração;
3. Tenha compaixão pelos sentimentos dos envolvidos - Sentimentos nem sempre são verdadeiros ou lógicos. Na verdade, ressentimentos nos fazem agir e pensar de maneira incorreta. Nas palavras do salmista: “Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram, eu estava embrutecido e ignorante; era como um animal irracional à tua presença” (Sl 73.21-22). Por isso, tenha compaixão pela dor alheia;
4. Confesse sua parte no conflito - confissão impulsiona a reconciliação;
5. Invista contra o problema, não contra a pessoa - quando tiramos o aspecto pessoal de uma questão se torna mais fácil compreender e perdoar;
6. Coopere tanto quanto possível - A paz vem com uma etiqueta de preço. Às vezes custa o nosso orgulho; frequentemente o nosso egoísmo.
7. Dê ênfase à reconciliação, não à solução - é irreal esperar que todos concordem a respeito de tudo. A reconciliação se atém ao relacionamento, enquanto a solução ao problema.
Podemos restabelecer um relacionamento mesmo quando somos incapazes de resolver as nossas indiferenças. Quando trabalhamos em prol da paz e da reconciliação agimos como o Senhor Jesus, por isso Deus chama os pacificadores de seus filhos.

criado por pr.heldersouza
16:13:00
Um dos temas centrais das Sagradas Escrituras é o perdão. Todo relacionamento divino após a queda de Adão gravita em torno do perdão, ou seja, a restauração da comunhão outrora perdida pelo pecado. Assim, a comunhão sadia com o Senhor só foi possível pois Ele iniciou seu plano Redentor: Cristo morreu nos nossos lugares para nos dar vida. Todo aquele que confessa o Senhor, crendo que Ele morreu para pagar o preço do pecado, será justificando mediante a fé, isto é um ato mais puro da graça divina.
Logo, numa sentença direta: o perdão divino visa restabelecer nosso relacionamento com Ele.
O perdão, além de ser um ato divino, ou seja, não é meritório, mas entra na graça, a não aplicação da justiça, ele também tem um fim pedagógico para aquele que solicita perdão.
Trata-se de um dos atos mais nobres, pois requer humildade, o reconhecimento sincero do seu erro, visando a reconciliação com o próximo. Portanto, todas as vezes que falharmos com alguém devemos pedir perdão a Deus e ao ofendido. Muitos caem no engodo de achar que por ter falado com Deus o problema está resolvido.
Clamar por perdão é mortificar a carne, é diminuir o seu eu diante do outro, isso dói, é um castigo do ego, mas esta dor tem como finalidade nos ensinar a não errar com nosso semelhante, pois todas as vezes que pecarmos contra alguém deveremos passar por este processo. Isto não quer dizer que não iremos errar, mas sim, pesaremos bem antes de fazê-lo. É como um castigo que a mãe aplica sobre o filho, não tem a finalidade de machucá-lo por machucá-lo, mas sim, a de ensiná-lo.
Por outro lado, quando pedimos perdão a Deus e ao outro nossa alma é massageada, pois cumprimos um mandamento, nos aproximamos mais de Cristo e buscamos a comunhão saudável com o outro. É dizer ao outro “eu me importo contigo”, “eu errei estou aqui reconhecendo isto”, ”sua amizade ou seu amor é importante para mim”. “Vamos seguir em frente juntos na cumplicidade da graça”. Pedir perdão é uma declaração de amor.
Assim como Deus redimiu seus filhos através do perdão, mudando completamente nossas vidas; pedir perdão é a reconciliação com o outro. É um recomeço sobre uma base mais sólida: a da graça e da maturidade, o que implica relacionamentos mais sadios e gratificantes.

criado por pr.heldersouza
17:45:07
Maldizer, falar contra alguém, criticar, difamar, desacreditar, soltar queixumes, lastimar-se, resmungar, resmonear, apontar faltas, relato maldoso, dito desfavorável, conceber mau juízo - não é por menos que Deus condena tanto a murmuração.
Murmurar é oposto da gratidão, do contentamento, é condenar o outro ou algum acontecimento, é, em última instância, queixar-se contra o próprio Deus, pois nada foge do Seu controle.
É algo tão sério que o povo de Deus estava a poucos dias para chegar em Canaã, e pela incredulidade, acompanhada da murmuração, o Senhor castigou seu povo, levando-o a ficar mais 38 anos, em vez de 17 dias aproximadamente.
“Os homens que Moisés mandara a espiar a terra e que, voltando, fizeram murmurar toda a congregação contra ele, infamando a terra...” (Números 14.37).
O livro de Números relata a condução milagrosa do povo para a concretização do seu maior sonho, conquistar a terra prometida (Gn 15.12-20), promessa que o Senhor revelara há mais de 400 anos, não obstante, Números é conhecido como o livro da lamentação; que momento único, porém que tristeza o lamento....
Ler este Livro é enxergar nitidamente como nosso coração superdimensiona o mal, a dificuldade, e como é tardio em sentir a graça: o maná que descia diariamente, a coluna de fogo que protegia do frio do deserto, a nuvem que abrigava do sol, as roupas que não se deterioravam, nos dias de hoje, a família, o emprego, a saúde... quanto o Senhor regalou, tanto mais não recebeu.
O Senhor conhece nossa estrutura, por isso não condena o choro, o pranto, desde que não seja precedido de infindáveis queixumes. Há uma diferença abismal entre o choro e a murmuração; o choro pode ser uma expressão profunda da alma... o gemer brota nos “poros” do sentimento, não obstante, podemos estar confiantes, certos da misericórdia divina; enquanto o queixume é simplesmente maldizer... o primeiro busca consolo, o segundo revela ressentimento.
Chore, não murmure, pois bem aventurados os que choram, porque serão consolados (Mt 5.4).

criado por pr.heldersouza
17:41:48