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“Amai os vossos inimigos”. (Mt 5.44). Esta foi uma das mensagens mais bombásticas de Cristo. É algo inconcebível sob a ótica humana. Muitos têm dificuldade em amar seus próprios cônjuge e filhos o que dirá o inimigo. Honestamente ninguém, senão o próprio Deus, na segunda pessoa da Trindade, poderia ter autoridade suficiente para fazer esta devastadora declaração.
Para exercermos o amor com aqueles que nos perseguem, necessariamente, precisamos da capacitação de Deus. Esta é uma prerrogativa divina, sem a qual é totalmente impossível o cumprimento deste mandamento, que precisa ser arduamente exercitado por todos os cristãos.
Noutro giro, se faz necessário compreender o real significado do texto em comento, mesmo porque no grego a palavra “amor” possui vários sentidos, a saber:
Eros = do qual deriva a palavra erótico, que significa sentimento baseado em atração sexual, desejo ardente;
Storgé = é afeição, principalmente com a família e entre os seus membros;
Philos = fraternidade, amor recíproco. Uma espécie de amor condicional do gênero “você me faz bem que eu te faço também”;
Ágape = descreve o amor incondicional, o amor de Deus ao homem. É baseado no comportamento com os outros, sem exigir nada em troca.
Diante do exposto, amar os nossos inimigos não é no sentido de sentimentos, mas em relação ao comportamento que teremos em relação a ele. É algo suplantado por Deus aos nossos corações, mas que precisa de uma decisão para que nosso comportamento seja condizente a este amor.
Esta é a mais desafiadora lição, no âmbito das relações humanas, que precisamos exercitar. O amor é o mais profundo teste do caráter de um homem. Seu padrão deve ser o amor de Deus para conosco, sob a ótica divina, e, sob a nossa, o amor ao próximo como a nós mesmos.
Note que nossa atitude em relação a nós mesmos implica fazer o melhor possível para si. O ser humano busca prover todas as suas necessidades, sejam físicas, emocionais e outras. Assim, amar nossos amigos ou inimigos equivale a transferir para eles o cuidado que cada qual tem por si mesmo.
É verdade que muitas vezes não temos controle sobre nossos sentimentos. Alguém certa ocasião gritou: “sentimentos variam de acordo com que aconteceu na véspera”. Assim, muitos dos nossos sentimentos são transitórios e voláteis, porém, podemos controlar nosso comportamento em relação ao outro. Quantas vezes estamos chateados conosco mas nem por isso, deixamos de nos cuidar? O mesmo pode ser feito em relação ao próximo.
Assim, todo amor verdadeiro é manifestado em ação (1 Jo 3.18), portanto, é uma atitude comportamental que se manifesta sobre o semelhante. E é neste sentido que devemos amar nossos inimigos, não como um sentimento propriamente dito, mas pelo nosso comportamento, assim, Jesus acrescenta na mesma passagem: “amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (grifo do autor). Note, é optar por fazer o bem (orar) não obstante tratar-se de nosso inimigo.
Podemos não gostar (sentimento) de algum colega, mesmo porque ele não nos trata bem, mas podemos decidir agir (comportamento) amorosamente, ou seja, ser paciente, respeitoso, honesto e orar por ele, a despeito da perseguição. Este é o amor que Cristo nos exorta nesta passagem. É a atitude mais sublime do homem, pois é simplesmente o cumprimento da Lei (Rm 13.10).

criado por pr.heldersouza
07:05:25
Há poucos dias minha vida foi marcada, aos gemidos e tremidos, pelo suor que descia sobre a delicada face de minha esposa... Ah! que momento, Senhor. Jamais esquecerei... Num instante, inesperadamente, o esperado Théo nascia, aos prantos, cheio de vitalidade, rompendo a dor que se mesclava à emoção inenarrável... o portento selado com a marca do Criador, feito, contornado à Sua semelhança.
E pensar a inexplicável emoção efetivamente surgia coroando o começo... como será então o passar pela fase da amamentação, os passos errantes que requererão braços estendidos e o balbuciar das primeiras palavras? Ser pequenino e indefeso, totalmente dependente do cuidado alheio.
Com efeito, é uma imensa satisfação dos pais ver alguém ajudar o seu filho, carne da sua carne, sangue do seu sangue. Mais do que uma extensão de si mesmo é a própria razão de ser de alguém.
Quanto vale estender a mão aos necessitados? Não tem preço, porque é um desdobramento do amor, que não pode ser comprado, pois é doado.
“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.34-40 –grifo do autor).
Deus no Seu eterno trono de graça e poder assiste aos necessitados, tanto assim que Jesus veio semear as Boas Novas, trazendo vida em abundância. Da mesma forma, Ele nos conclama a, voluntariamente, ajudar os carentes. Essa nobre missão deve ser compreendida como um grande privilégio, pois significa ser instrumento nas mãos de Deus.
Que exemplo de paternidade! o Senhor se coloca no lugar dos marginalizados socialmente: “a mim o fizestes”. O Reino dos céus pertence àqueles que se compadecem seja levando alimento ou consolo (Mt 25.34). Deus se identifica de tal forma com os “pequeninos” que ajudá-los significa “acariciar” o próprio Deus.
A resignação diante da miséria precisa dar lugar à paixão.
Viver um pouco mais para o outro redunda viver melhor para si.
Viver muito para o carente resulta na plenitude da cristandade.
Acaricie o Pai, doando-se aos seus filhos.
Qual será sua recompensa?

criado por pr.heldersouza
09:21:32
A jovem apaixonada declara: “você, meu amor, é meu porto seguro”. Frases desse gênero são comumente ouvidas nos filmes, e, mais do que uma declaração de amor, elas relatam uma necessidade básica do ser humano: segurança. O ser humano necessita de “portos seguros” para viver uma vida mais tranqüila.
O materialismo é uma maneira de pensar que coloca as questões espirituais como abstratas, difusas e sem base, já as naturais são concretas, dignas da maior confiança, assim, segundo esta filosofia de vida, muitos têm seu porto seguro nas riquezas.
Isso leva automaticamente a uma inversão de valores, um comportamento totalmente inadequado em relação a Deus, a si próprio e ao semelhante.
A busca por resultados imediatos cega o entendimento daquilo que é eterno, sublime, que não tem preço, que não se pode comprar.
Jesus, ao explicar a parábola do semeador, declara enfaticamente: “o que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mt 13.22 – grifo do autor). As coisas do mundo deslumbram o homem, afasta-o de Deus, transporta-o a veredas ilusórias.
Se por um lado o materialismo prega a importância daquilo que é real, por outro, desconhece a verdadeira realidade: o Reino de Deus, o melhor e mais confiável porto seguro da humanidade.
Infelizmente, o consumismo, fruto do capitalismo, tem “comprado” muitos cristãos que se vendem com a linguagem materialista espiritual: “Eu sou filho de Deus, logo, mereço o melhor desta terra”, ou então, “Deus me chamou para ser cabeça e não cauda”. Esta roupagem “cristã-lizada” tem secularizado muitas igrejas.
Nesta linha de raciocínio, líderes cristãos afirmam e determinam o que Deus irá nós dar, pois somos filhos do Rei, mas esta é uma visão carnal, e não, divina. Será que estas pessoas compreendem que o paradigma de sucesso de Deus está muito além do quanto temos na conta bancária?
“Grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento” (1Tm 6.6). O apóstolo Paulo propositalmente usa o termo fonte de lucro para nos ensinar que a grande e verdadeira riqueza é a piedade, ou seja, reverência e amor a Deus, que faz os pensamentos, motivos e ações do cristão seguirem os princípios espirituais ensinados na Palavra. Tudo isto deve ser somado ao contentamento, que nada mais é do que estar satisfeito com o que se tem, o que não está relacionado à quantidade de bens que possuímos, mas sim, à maneira como os enxergamos. Esta satisfação surge com a crença de que tudo vem de Deus, logo, na medida certa. “O Senhor é meu pastor e nada me faltará” (Sl 23).
Para não pairar dúvidas, veja o que Jesus ensina: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc 12.15). Em outras palavras, o verdadeiro porto seguro do homem é Cristo, por isso, devemos buscar em primeiro lugar o Seu reino e Sua justiça e as demais coisas (nossas necessidades) nos serão acrescentadas (Mt 6.33). Esta é a materialização da verdade!

criado por pr.heldersouza
22:25:18
O jovem se apressa em dizer: “Ah! Quando eu fizer dezoito anos, tudo vai mudar... terei carteira de motorista, então...”
A solteira suspira: “Meu Deus, só falta um marido para tudo ficar bom!”
O universitário relata: “Tudo será diferente quando eu tiver o meu diploma...”
A mãe racionaliza: “Quando eu educar meus filhos, e estes forem grandes, poderei, enfim, cuidar da minha vida e do meu marido... Como espero por este dia!!!”
O aposentado desabafa: “não vejo a hora de acabar com este tratamento de saúde. E, aí sim, tudo vai ser diferente...”
E você, o que tem desejado para o dia de amanhã? A felicidade não está no “chegar lá”, mas na forma como você encara a vida.
O mundo declara ao homem que ele é feliz na proporção dos seus bens. Mas Jesus nos ensina que somos bem-aventurados por aquilo que somos e cremos. “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt 5.8). Leia o sermão do monte (Mt 5 a 7) e você poderá enxergar com os olhos do Senhor o que realmente importa nesta vida e o que deve preencher nosso coração.
O marketing é uma ferramenta poderosíssima para impulsionar as vendas de mercado, transmite a idéia tanto implícita como explicitamente que devemos comprar, comprar, comprar e gastar, gastar, gastar, pois assim, e somente assim, seremos felizes.
Mas não é isso o que ensinam as Sagradas Escrituras. Paulo declara enfaticamente: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4.11 – grifo meu). Perceba que o Apóstolo afirma que aprendeu a viver contente, independentemente das circunstâncias. Vale lembrar que ele, neste contexto, estava preso por causa do Evangelho. Não são as condições externas que nos trazem felicidade; na realidade, o que acontece conosco pode nos gerar maior ou menor alegria, mas ser feliz é um estado de espírito.
O contentamento nasce à medida que temos fé que Deus é nosso provedor e cresce na proporção em que desenvolvemos um espírito humilde para aceitar aquilo que recebemos da parte de Deus. É compreender que Deus é soberano sobre nossas vidas e é Ele que nos dá a provisão segundo o beneplácito da sua perfeita vontade, justiça e amor.
Portanto, felicidade não se mede pela quantidade de bens que uma pessoa possui, mas por aquilo que somos em Cristo. E, é por isso que os cristãos, seja qual for sua condição financeira, podem pular e gritar: SOU FELIZ, FELIZ, FELIZ!

criado por pr.heldersouza
07:39:37